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NOTÍCIAS
A Responsabilidade De Dizer!
23/01/2007
Fonte: http://www.deolhonamidia.org.br

No dia 10 de janeiro de 2007, o desembargador Adauto Suannes aproveitou a escandalosa brecha dada pela revista Carta Capital e publicou o artigo, "Liberdade de Dizer", onde argumenta que o revisionismo do Holocausto deveria ser permitido a título de "liberdade de expressão". Na rabeira, aproveita a deixa e ataca Israel comparando o país com os nazistas, terminando por difamar a religião judaica.

Na sequência apresentamos as respostas elaboradas a este artigo escritas pelos nossos colaboradores Miguel Fernandes e André Cardon



Responsabilidade de Dizer

(Resposta do jornalista Miguel Fernandes ao artigo do desembargador Adauto Suannes, publicado na Revista Carta Capital n. 426, de 10 de janeiro de 2007)


O Brasil vai mesmo afundando. A gigantesca cratera que a negligência empreiteira deixou escancarar-se no asfalto e tragar sete pessoas, em São Paulo, é a metáfora de um rombo moral muito maior. Quando dois representantes das elites pensantes do País -- um editor e um jurista -- se juntam para produzir o vergonhoso achincalhe exibido na página 44 da edição nº 426 da revista Carta Capital (10 de janeiro de 2007), sob a passividade de um público leitor não exatamente primário, torna-se patente o processo de banalização e perda que a memória das atrocidades nazistas vem sofrendo há décadas. Quando as mentalidades mais cultivadas exibem espantoso cabedal de ignorância sobre o Holocausto, tema delicadíssimo sobre que se atrevem a discorrer levianamente, imagine-se o grau de obscurantismo reinante nas camadas médias da população.

Sinal de falência intelectual, quando não coisa pior. Ou ninguém mais pensa neste país ou já o pensamento terá descaído a níveis abissais de precariedade judeófoba. Já ninguém se responsabiliza pelo que escreve ou faz publicar; é numa imensa ação de irresponsabilidade entre amigos, em regime cúmplice de acobertamento mútuo, mútua complacência para com a ignorância, a má-fé e o preconceito que ressurge, tão pouco tempo depois de haver devastado tanto!

No grotesco artigo que o editor Mino Carta não se envergonhou de publicar, o desembargador aposentado Adauto Suannes, autor de umas obras jurídicas, invoca a Liberdade de dizer apenas para dar mostra de constrangedora ignorância, ao longo de tortuoso caminho retórico cujo objeto é o achincalhe da história judaica (e da de outros povos e grupos sociais devastados pelo nazismo) mediante fraseado elíptico que vai dizendo mais ou menos o seguinte: se, como supõe, a natureza do crime perpetrado no Holocausto independe do quantitativo das vítimas --, isto é, se um total de seis milhões de trucidados no universo concentracionário é idêntico ao de seis mil, no que toca exclusivamente à qualificação da natureza da barbárie nazista, então não há problema em se afirmar que a cifra dos mortos no Holocausto é manipulada "pelos judeus", a exemplo do infeliz comentário do estilista-deputado que, denunciado criminalmente por "uma entidade hebraica do Rio de Janeiro" (o órgão representativo da comunidade judaica fluminense, mas para o nobre jurista parece valer qualquer nome, qualquer cifra, quando se trata de judeus), rapidamente caiu em si e compreendeu que não era de abstrações ou de mitos que havia falado, mas de pessoas, os parentes assassinados dos judeus que o processavam. Ora, indaga o magistrado, se é possível questionar a virgindade de Maria, o deísmo de Albert Einstein ou a divindade de Jesus, por que não é possível questionar se morreram ou não uns milhões a mais ou a menos de judeus, parentes do pessoal da Federação Israelita do Rio? Que diferença faz? O crime teria sido menos grave se tivesse matado menos?

Aqui o desembargador talvez confunda a caracterização do crime com a extensão do dano que produz, emaranhando conceitos. Grave é, por definição, qualquer genocídio; maior ou menor a gravidade do dano, naturalmente, segundo a quantidade de pessoas que chegue a exterminar antes de ser contido, sem contudo perder a gravidade inerente à sua genocida natureza. O genocídio que mata seis mil produz, obviamente, danos muito menos graves do que o que extermina milhões, ainda que não deixe de ser genocídio, sempre gravíssimo crime contra a humanidade. O desembargador parece excluir do seu raciocínio a perspectiva da extensão do dano causado pelo crime para deter-se unicamente na sua qualificação. Elidindo a perspectiva da vítima -- para quem muito significa o número de pessoas atingidas pelo genocídio, na medida em que precisamente aí reside a diferença singela entre viver e morrer -- consegue esse primor de humanismo a proeza de perguntar, diante dos sobreviventes do nazismo e seus descendentes, se há alguma diferença entre seis mil e seis milhões de mortos, "quanto a natureza do ato" genocida. Isto a partir de nada menos que o discurso a um tempo negacionista e genocida de Mahmoud Ahmadinejad, anfitrião de nazistas e líder de um regime que os prestigia, enquanto conclama o mundo a varrer do mapa o único país judeu e procura obter a tecnologia nuclear para a consecução do projeto.



Diante de Ahmadinejad e do negacionismo, que faz o jurista? Indigna-se? Condena? Não, de maneira alguma. Absolve-os. Quando aproveita o ensejo do revisionismo iraniano não para indignar-se, mas para simplesmente afirmar que o número de exterminados no Holocausto nada significa, -- ah, sim, com vistas a mera qualificação técnica do genocídio! --, atribui, em decorrência, caráter meramente fútil, inócuo, à conferência negacionista iraniana, já que a minimização do número de vítimas não desqualificaria tecnicamente o genocídio perpetrado pelo nazismo. Brilhante! Pena que não seja exatamente esse o assunto em pauta, mas exatamente aquilo que o magistrado procura ignorar -- a extensão da barbárie, não a sua qualificação como tal. Pois é precisamente isto que anda em jogo, a banalização do mal através da tentativa de sua minimização quantitativa. É bastante preocupante ser preciso explicar tal obviedade.

Talvez seja apenas necessário lembrar o pequeno detalhe de que as famílias das vítimas do passado estão menos preocupadas com as abstrações de uma qualificação teórica do crime de genocídio e bastante mais nervosas com a possibilidade do revisionista iraniano apertar o botão das bombas atômicas que em breve poderá ter e produzir, desse modo, um outro genocídio nos judeus que sobraram do primeiro e hoje vivem em Israel. E, ainda, que é no mínimo preocupante ver debruçar-se o douto jurista sobre avaliações quanto à "natureza do ato", calando-se enquanto o mundo dá sobejas provas de se dispor a repeti-lo.

Se a exaustão, as doenças, a fome, a bala na nuca, a asfixia nos vagões de gado superlotados, o Zyclon B e o monóxido de carbono (não, porém, a incineração que parece obsedar nosso erudito desembargador) tivessem exterminado um único -- apenas um -- judeu, não teria sido menos grave o genocídio nazista, do ponto de vista puramente conceitual e tecnicista de quem consiga preocupar-se exclusivamente com tais coisas perante o olhar dos sobreviventes a quem se nega a memória. Mas não é sobre pontos de vista técnico-jurídicos que versava a recente conferência iraniana nem é tal coisa que impulsiona o ardor revisionista dos negadores nazistas do Holocausto, disso há de saber perfeitamente o já vivido magistrado. Não foi sobre "natureza do ato" que falou o já arrependido estilista-deputado. Os discursos dessa gente -- espantosa convergência! -- partem do pressuposto de que os números do Holocausto "são manipulados", teoria conspiratória que envolve fantasias sobre "dominação judaico-sionista mundial", diretamente decalcadas dos clássicos Protocolos dos Sábios de Sião, uma das mais bem-sucedidas fraudes literárias de todos os tempos. Como partem todos do pressuposto de que estão a falar de "números manipulados" e não de VIDAS HUMANAS, dão-se ao luxo de tratar com leviandade e desumanidade o destino trágico dos pais e avós desses que hoje estariam "manipulando", desses cuja indignação perante a fala já renegada do parlamentar-estilista ou do artigo da Carta Capital é encarada ou como farsa ou "leviandade maldita". É espantoso constatar-se o informadíssimo desembargador tão intelectualmente próximo das piores fontes nazistas da atualidade, uma delas já condenada no Supremo pelo crime de racismo. Não vai sozinho, contudo. Líderes festejados como Chávez e Ahmadinejad, ou mesmo um ou outro homossexual desavisado o acompanham.

Bem conhece o experimentadíssimo jurista o peso e o valor das palavras. Capaz de questionar juridicamente "a natureza do ato" sem atentar para a gravidade que a maior ou menor extensão do crime nazista poderia configurar -- e curiosamente incapaz de denunciar a criminosa fraude do negacionismo do Holocausto, que hoje em dia anda travestida em "questionamento histórico", o arguto magistrado não ignora a proximidade entre a fala dos nazistas da atualidade e o seu próprio artigo. Disso, contudo, não faz caso. Poderia perfeitamente aproveitar o espaço de que dispunha para condenar o crime que ressurge. Ao contrário, usa-o para vexar e caluniar as vítimas.

Sob a cortina de fumaça dessa questão sobre "a natureza do ato", escamoteia o portento togado de erudição e humanismo outra informação inconsistente: não foi de seis milhões o total de trucidados pelo nazismo nos campos. Seis milhões foram de vítimas judias. O meritíssimo, numa canetada nos autos, acaba de varrer para a não-existência -- a mesma não-existência em que consistia o propósito final do nazismo em relação às suas vítimas (o meta-assassínio, o varrê-las da memória, o jamais terem sequer nascido, o afundá-las no não-ser total) -- cerca de um milhão e meio de ciganos, testemunhas de Jeová, homossexuais, comunistas, pessoas com necessidades especiais (que o jurista consigna sob a doce rubrica "aleijados") e outros que por infelicidade eu tenha esquecido de mencionar. Enfim, para a mentalidade que minimiza a importância do quantitativo de vítimas, errar por um milhão e meio e matar novamente uns ciganos, comunistas, homossexuais e testemunhas de Jeová, elidindo da memória suas existências, talvez não signifique muito. Caso contrário, do que mesmo estamos falando? De reduzir à equivalência moral o extermínio de seis mil ou seis milhões? De não entender que diferença faz? Se o meritíssimo lembrar que estamos falando de gente, não de baratas, talvez lhe ocorra incluir hipoteticamente a própria família nessas cifras e indagar-se sobre os próprios sentimentos, caso a memória dos seus entes queridos assassinados fosse suprimida pela leviandade de um magistrado e de um editor que não vêem problema algum nisso. Como se tornaram também incapazes de perceber a torpeza desse revisionismo do Holocausto, guindado a política oficial do regime iraniano, mediante a oratória do anfitrião Mahmoud Ahmadinejad, tão freqüentado, ultimamente, pelos campeões do neo-nazismo que há décadas tentam impingir essa grosseira fraude acadêmica aparentemente tão estimulante a uns e outros "intelectuais" brasileiros.

A indagação sobre a natureza do Holocausto, na qual se pretenda irrelevante o número das suas vítimas, só é possível no contexto de uma perspicácia jurídica que se esforce por ignorar o que jamais constituiu segredo, a óbvia e claríssima natureza totalizadora do projeto "saneador" nazista, a consistir não no extermínio ocasional de uma quantidade qualquer de pessoas, mas no seu aniquilamento total e minuciosamente planejado, suprimindo também a anterioridade da sua memória. Tentar caracterizar um projeto de extermínio tão amplo, físico e metafísico, mediante a relativização diminuidora do número de suas vítimas é, no mínimo, uma forma bastante bizarra de abordá-lo. De outro modo, agindo com verdadeira isenção, poderia mais razoavelmente o magistrado indagar-se se não teria sido maior o número de assassinados por um regime brutal que se sonhava milenar e universal, provido da mais eficiente máquina de guerra do seu tempo, inovador de uma tecnologia de matar contabilizada e economicamente lucrativa, a retirar da vítima, gradativamente e de forma calculada, absolutamente todos os recursos físicos -- do potencial de trabalho escravo aos elementos químicos dos ossos, passando por roupas, acessórios, cabelos, dentes, pele.



(É espantoso! Para compreender a natureza de um projeto de extermínio a que só contentaria a supressão universal das vítimas e que, para tal, esforçava-se por contabilizar-lhes minuciosamente a população e o potencial rentável tanto das forças de trabalho quanto dos elementos químicos dos cadáveres, esse portento intelectual vem justamente afirmar que não importa o número dos mortos -- isto é, que daria na mesma ter matado duzentos ou todos os ciganos, judeus, homossexuais, testemunhas de Jeová, comunistas etc! Para entender a natureza de um crime que consistia exatamente na abrangência e exatidão numéricas, o luminar equipara quantidades! É não menos que óbvio, a não ser para sua excelência, que a espinha dorsal do projeto, sua vitória ou derrota -- e razão mesma de ser -- consistia exatamente no mais ou no menos que lograsse exterminar com proveito econômico maior ou menor! Nazismo é contabilidade minuciosa aliada a barbárie, isso não é novidade, já o velho e manjadíssimo Jean-François Steiner o afirmava! Talvez, no entanto, o desembargador tenha vindo ao mundo onisciente e não se tenha incomodado em ler textos rudimentares sobre matéria em que se destaca por sua loquacidade...)



É vergonhosa a hipótese, mas... caso não saibam (Senhor, tenha piedade de nós!) -- isto é, caso ignorem desembargador e editor sequer os rudimentos daquilo sobre que escrevem e fazem publicar --, pretendia o totalitarismo nazista assenhorear-se de todo o tempo (passado e futuro) e todo o espaço (planeta Terra), destruindo e varrendo da memória a existência de todos os judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e testemunhas de Jeová do planeta, para sempre. Essas pessoas seriam mais que assassinadas, seriam elididas também do tempo, sua memória suprimida; já não seriam sequer passado, seriam o nada, o jamais terem sido -- mais ou menos como propõe o nobre jurista, na Carta Capital, ao negar-lhes o direito de constarem nos autos da História, diminuindo-lhes levianamente o número para estranhamente "entender a natureza" do crime de que foram vítimas. Convido o leitor a imaginar esse horror medonho em relação a sua própria gente, aos mortos da própria família, cuja memória guarda na saudade, o vazio que deixaram sem que coisa alguma possa preencher. O nazismo não matou a esmo e sem cálculo uma cifra qualquer de seres humanos que hoje ou amanhã possa ser relativizada por um jurista que se ponha a discorrer sobre o que visivelmente ignora, com aval de um editor no mínimo desatento; antes investiu muito trabalho e recursos para consumar a totalidade do extermínio físico e metafísico dos que considerava indignos de viver e apenas não atingiu sua meta porque foi militarmente destruído. Sete vírgula cinco milhões foi o morticínio que deu para Hitler ir adiantando, em sua macabra linha de "desmanche" de seres humanos espalhada pelo leste europeu, enquanto a contra-ofensiva aliada não o levasse à sadia providência de meter uma bala boca adentro, pondo fim ao III Reich agonizante e ao mesmo tempo mostrando como pode retornar de forma inusitada o mal proveniente da oratória.

Se é preciso lembrar a dois membros da elite pensante deste país as lições sobre a responsabilidade diante das palavras, que a história recente nos apresenta, é porque voltam elas a servir de anteparo ao ódio e ao crime, sob a complacência (e às vezes, colaboração) de cabeças pensantes que deveriam honrar suas responsabilidades perante a sociedade zelando pela memória, ao invés de lesá-la pela produção ou veiculação do achincalhe. Articuladas com a leviandade de uma ignorância que não é dado a magistrados ou jornalistas ostentarem, ou com a má-fé de quem pretenda fazer prosperar a judeofobia mediante desinformação calculada, ganham tais palavras cada vez mais espaço em mídias cuja reputação de seriedade lhes empresta credibilidade. Não tem sido por outra razão que se esvaem penosamente os idosos sobreviventes do extermínio nazista no relato das suas biografias: o pavor do esquecimento, o pavor da banalização, o pavor de que se repita aquilo e, sobretudo, o pavor de que se consume o projeto nazista de fazer desaparecer a memória da barbárie. Coisa não muito difícil, graças ao empenho de certos desembargadores e editores.

Mostra-se o articulista amigo de fantasiosas simetrias históricas a envolverem judeus, fogo e queimaduras, inclusive aventurando-se pelo erudito campo da contrafação bíblica, em espantosa invenção de uma macabra idolatria salomônica, jamais constante nem da tradição nem do próprio texto da Bíblia. Não posso crer, contudo, na espantosa hipótese de ignorar o fato de que simplesmente não se exterminavam judeus pelo fogo, nos campos da morte, como evidentemente deve saber quem escreve sobre o tema; apenas incidentalmente eram queimados, em ações de pogroms das SA, a incendiarem eventualmente sinagogas lotadas, ou na esteira do avanço Rússia adentro, por comandos encarregados de "limpeza" preliminar. O extermínio pelo fogo não foi uma prática sistemática no universo concentracionário e, fora dali, vitimou um percentual relativamente pequeno. Certamente o ilustre desembargador terá cometido o erro crasso de confundir a redução dos cadáveres já despojados a cinzas, em fogueiras custosamente improvisadas ou em fornos crematórios desenhados para tal com o assassinato propriamente dito, perpetrado por vários outros meios. Noutra hipótese, eu poderia até mesmo vir a cometer a injustiça de supor o nobre jurista imbuído da obsessão de uma estranha e supersticiosa "simetria de fogo" a rondar o destino do povo judeu. Não! Uma tal monstruosidade seria indigna da lúcida mente um desembargador, sempre o paradigma de sobriedade e isenção em que se deve espelhar a sociedade. Poderia mesmo pressentir no que li a sombra de um senso estético bastante duvidoso a comprazer-se numa concepção de milenar e trágica simetria entre judeus que queimam crianças em sacrifício a ídolos e terminam queimados em fornos... Não. Eu não desceria a tanto, seria demasiadamente vil a grotesca simetria entre essas duas informações falsas.

Eu poderia ainda me alongar mais, discutindo o que ali se falseia também sobre Einstein, Jung, a religião, a guerra contra o Hezbollah e os dicionários. Mas o fato é que em tão curto artigo excede bastante a quantidade de bobagens. Basta. Até porque tão conceituada revista provavelmente será digna de tão ilustre articulista.



André Cardon:


É impressionante como existem pessoas que fazem questão de comparar o incomparável. Desta vez foi o Sr. Adauto Suannes, que mistura informações completamente equivocadas, compara episódios completamente diferentes, e tenta provar para todos que pelo fato de banana não ter caroço, é possível comer melancia sem fazer mal. Ah, você não viu sentido no que eu falei? Mas é isso mesmo, o "artigo" dele sai do nada para lugar nenhum, sem qualquer embasamento de fatos. Senão vejamos...

O "autor" cita "entidade hebraica". Lamento informá-lo, mas não existem instituições hebraicas já faz mais de 3 mil anos. O povo se chama judeu e suas instituições e entidades são judaicas ou israelitas. Interessante também a falta de coerência do Sr. Suannes: por um lado ele questiona se o número de assassinatos iria fazer alguma diferença com relação a gravidade do ato, mas por outro lado, ele acha que o fato de a opinião ter sido emitida por um judeu, que isso se torna mais ou menos verdade, citando, obviamente, exemplos que não correspondem com a opinião da maioria do povo, no caso de Einstein e Chomsky. É óbvio que quando se trata de um judeu de Israel opinar sobre o terror que ocorre naquele país, aí claro, este judeu não tem a mesma credibilidade para opinar sobre o assunto.

Einstein não tinha, nunca teve sangue judeu, pelo simples motivo que ser judeu não é uma questão de sangue, mas sim de alma. Houvesse sangue judeu e a conversão ao judaísmo seria um processo impossível de ser realizado, o que não é verdade. Há conversão sim pelo judaísmo. Mais uma amostra de quão o Sr. Suannes entende sobre o assunto sobre o qual tenta argumentar.

Tentando amenizar o ato, o "autor" diz que "Clodovil comentou sobre o Holocausto". Não, Clodovil não comentou sobre o Holocausto, porque, para começo de conversa, Clodovil disse não acreditar no Holocausto, logo, não poderia comentar sobre algo que para ele não houve. Além de negar o Holocausto, Clodovil disse que foi manipulação feita pelos judeus. Detalhe: na própria Alemanha negar o Holocausto é crime.

No final do pseudo-artigo, o aspirante a autor tenta se utilizar de dicionários português, inglês e francês para assim tentar colocar no mesmo nivel o direito de defesa de um país que
teve sua população assassinada pelo inimigo, com o covarde massacre de 6 milhões de judeus, querendo argumentar que ambos podem ser chamados de "Holocausto".

Não é de se admirar que ele tente fazer isso desta forma, afinal de contas, ele sabe que se utilizar os livros de história e geografia para defender a sua causa, não chegarã a lugar nenhum, restando apelar para a etimologia fazendo um jogo de palavras.











 
 
 
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